Estava aqui desenhando no Autocad e me lembrei dos tempos de estagiária. Deu uma saudade boa daquele povo todo do escrtório que trabalhei.
Aprendi muito lá com todo mundo e ensinei também. A arquiteta coordenadora do projeto era a Valéria Hazans, boa pessoa, muito batalhadora e me ensinou bastante. Fui pra lá por indicação da minha orientadora da Iniciação Científica, a Tamara Cohen, nossa… que saudades.
A Valéria perguntou se eu sabia usar o Autocad, e eu disse que dominava. Mentira deslavada! Não sabia usar, mas lembro que sai de lá contratada pela certeza que dei pra ela, e não fez teste acreditando em mim.
Bom, como queria muito um trabalho na área, porque na iniciação, apesar de gostar de todos e do serviço e cargo que tinha, não era exatamente a minha área, e no escritório Invento Espaços, onde fui procurar o estágio, o projeto que trabalharia era o Rio Cidade Madureira. Um bom projeto para aprender sobre urbanismo.
No caminho pra casa passei em uma livraria e comprei um livro enorme sobre Autocad. Era sexta-feira e passei os fim de semana inteiro estudando aquele livro inteiro. Lembro de grifar, de fazer os exercícios, de tentar todos as dicas do livro.Na segunda-feira seguinte fui trabalhar e já sabia usar o software. Não dominava, mas não dei vexame.
No fim do projeto eu era a referência para dúvidas do escritório inteiro. Implantei um método de organização nos layers que uso até hoje. Aprendi a usar comandos, atalhos, e tudo o mais. Hoje uso o programa muito bem, mas não é meu software para projetar. É a minha prancheta eletrônica, uso para quebrar galho.
Mas porque lembrei disso tudo?
É porque o meu primeiro serviço lá foi pegar um mapa do bairro e marcar os pontos de referência com cores. Em vez de imprimir e sair colorindo com canetinha, usei o hatch solid e alterei a setagem das penas. A Valéria adorou o método e eu na mais inocência, estava fazendo aquilo como se fosse algo super simples.
Estou aqui fazendo a mesma coisa em um desenho, quase 12 anos depois.
No fim a gente descobre que todo dia a gente aprende um pouco e por mais que você diga que domina o assunto, é mentira. De vez enquando ainda me pego descobrindo algo novo no programa que uso desde sempre.
O importante é estar aberto para aprender e não se intimidar com nada que possa vir pela frente. Um bom livro sempre foi meu amigo. Até hoje.
Cláudia, tudo bem? Acho que você mudou o layout do site, não? Ficou bacana! Mas você está sumida, menina. Cadê os posts novos?
Enfim, passei aqui para uma resposta (mega-atrasada) sobre a Exporevestir. Ainda está a fim de ir? Quando vais? Eu só poderei ir no dia 24 de março, na terça-feira. Na quarta-feira, tenho reunião com uns clientes lá e na quinta preciso voltar pra Colina. Se você for nesse dia, me avisa? Assim podemos nos encontrar!
Grande Abraço!
Oi Marcele, estou entre quarta e quinta pra ir. Mas é na Feicon. A Exporevestir é no Transamérica esse ano? A Feicon é no Anhembi. Seria legal encontrar você lá.
Abraços
PS. Posts andam escassos aqui, problemas demais e tempo de menos, rs.
Mas vontade é que não falta!